domingo, 28 de maio de 2017

ENCONTRO ANUAL DA C. CAÇ 3441

MAIO 2017

Mais um ano, mais um encontro, mais um revisitar de uma memória com mais de 40 anos.
Contudo, a sensação que fica é que nunca nos deixámos de ver. No fundo todos ficámos por dentro uns dos outros. Uma unidade que nos preserva esta amizade e esta necessidade de nos revisitarmos em cada ano.
Gostei de vos ver e no próximo ano lá estaremos de novo renovando o desejo de, pelo menos por umas horas, ficarmos por perto uns dos outros. Até lá.

















https://pedrocabrita.wordpress.com/artigos-publicados/sociedade-e-politica/artigos-publicados/a-problematica-dos-capitaes-milicianos-na-guerra-colonial/


7 comentários:

Pedro Cabrita disse...

Aproveitando esta oportunidade que me deu o último encontro da Companhia e porque muitos de vós talvez nunca tenha entendido cabalmente a proveniência, forma e história do capitão que vos calhou, convido a seguir o link que se segue, na esperança de um melhor entendimento daquilo que nos aconteceu a todos nós e assim aliviar alguns desentendimentos ou desalinhos que podem ainda pairar nos espíritos de alguns.
Todos fizemos o melhor que pudemos.
Pela minha parte procurei cumprir o melhor que sabia.

https://pedrocabrita.wordpress.com/artigos-publicados/sociedade-e-politica/artigos-publicados/a-problematica-dos-capitaes-milicianos-na-guerra-colonial/

Gabriel Costa disse...

Ainda estou a respirar o ar da companhia de tantos Amigos.
Caro Cabrita, se alguma coisa houve de mal entendidos (e quando se juntam 150 gajos num buraco isso acontece sempre) no universo da Companhia, isso é coisa que todos esquecemos ao entrar no avião na viagem para Figo Maduro. Não poderíamos ter melhor companheiro naquela viagem ao inferno! Abraço

Pedro Cabrita disse...

Caro Gabriel
Ambos sabemos que as coisas são assim em cerca de 99% dos casos.
Com este texto, colhido numa intervenção que fiz na apresentação de um livro de um amigo, não pretendo demover ninguém. Não há nada a demover. Porque 43 anos é muito tempo.

Como repara falo em desalinhos que sei ainda existirem em alguns espíritos. Se for um instrumento que esclareça algum ponto ainda desalinhado não se perde nada.
O documento, como reparará, não tem nenhum endereço específico à C.Caç. 3441.
É uma análise histórica que ficou por fazer porque o 25 de Abril abafou tudo impedindo que a História fizesse um caminho bem mais estreito do que realmente fez. Ficou muita coisa no esquecimento por interesses corporativos de quem tomou o poder pelas armas nos tempos imediatos à revolução.
Mas nunca é tarde para o trazer ao conhecimento público. Eu senti necessidade disso e fiz por não perder a oportunidade de debitar algo que trazia encalhado aqui dentro.
E aproveitei a plateia certa para o fazer. E sabe o que mais me sensibilizou...? Quando terminei o texto, o General Pezarat Correia levantou-se da plateia, veio ter comigo e abraçou-me longamente. Já valeu a pena.

Pedro Cabrita
PS
A pedido de alguém que estava presente, o texto vai ser publicado noutros blogues.

Gabriel Costa disse...

O seu texto, que já reli, tem o peso de quem o sentiu na pele.

Pedro Cabrita disse...

Sim, é verdade.
Mas deixe-me ser absolutamente sincero.
O sucesso da nossa campanha deve-se à integridade de todos e cada um dos elementos que compuseram a C.Caç. 3441.
Os desalinhos ou desencontros que ocorreram tinham que ocorrer.
Dos mais de 800 dias que vivemos em comunidade tinha que escorrer um ou outro episódio de menor compreensão ou entendimento. Felizmente nenhum grave nem problemático.
A minha comissão foi uma lição de vida que me marcou indelevelmente para todo o sempre.
Parafraseando e recordando o nosso malogrado e saudoso Dr. Lacerda..." todos vocês me ensinaram qualquer coisa...!"

O meu abraço... e quando abraço um, abraço todos.

Egidio Cardoso disse...

Já por mais de uma vez conversámos sobre isto. Não exactamente sobre a decisão do regime em criar o C.C.C (tinha por certo que era o C.C.M.), mas sobre o facto de terem colocado sobre os ombros de alguém que ainda mal se apercebera de que já era homem, uma responsabilidade do tamanho do mundo. E logo ali, na Neriquinha, localizada nos confins do mundo e sem ter à mão alguém mais avisado a quem pedir conselho (já me esquecia do nosso primeiro.
Naquela altura, porventura, pensávamos ser homens feitos. Hoje, com aquela sabedoria que só o tempo nos traz, dou por mim, de vez em quando, a matutar:
- Éramos quase garotos. Como o conseguimos?
Meu caro amigo: ressentimentos nunca os tive, de ninguém; muito menos de si.

Abraço

Pedro Cabrita disse...


Na verdade, conseguimos...!
Apesar das vicissitudes da situação criada soubemos fomentar a unidade necessária que nos ajudou a transpor os obstáculos que foram aparecendo.
N'riquinha foi um lugar difícil; mas dou por mim a pensar que talvez tenha sido o lugar ideal para termos criado o espírito de corpo que sem grande esforço se veio cimentando ao longo de todos aqueles meses de isolamento.
O famigerado "instinto de conservação" tem esse mérito. Sobreviver é preciso...

Um abraço.

P Cabrita