Nunca soube o nome dele e duvido que alguém da companhia o soubesse: era, simplesmente, o Albino.
Dada a sua condição, era raro ver-se durante o dia e, quando isso acontecia, estava sempre recolhido à sombra de forma a evitar as queimaduras que a exposição ao sol lhe causava na pele bastante sensível .
Recordo-me, no entanto, de o ver passar à noite a deslocar-se como um gato, pois os seus olhos bastante claros, carregados de bastonetes, permitiam-lhe uma soberba visão nocturna. Pelo que fui percebendo, não era segregado pela população, mas, pelo contrário, respeitavam a sua condição e era bem tratado.