Caro Cardoso,
Mataste a
N´Riquinha para ressuscitares as Mabubas.
É uma boa
troca.
Mais: é uma
troca justa!
À N´Riquinha
tudo foi contado, nada foi escondido das coisas que correm no coração dos
Homens. Ficou a nu e mais bonita. Foi feita
a catarse de um tempo que se colou à nossa à alma e alimentou a amizade
que ainda hoje se consolida todos os anos.
A N´Riquinha perdeu o encanto e a magia dos grandes
segredos guardados a sete chaves nos confins da nossa juventude. É hoje um ponto
perdido no mapa de Angola e um paraíso distante na nossa memória. Distante, mas
vivo dentro de nós. Não houve sentimentos encobertos e enganosos nesta viagem
pelas Terras do Fim do Mundo.
Recordámos
as cores, os cheiros, as gentes, os risos, as lágrimas, os bons e os maus momentos, e, limpámos, de vez,
os olhos da imagem distante das areias do Kuando-Kubango.
A N´Riquinha, já foi!
Vem aí a saga das Mabubas!
Caro
Cardoso,
Quando iniciei
esta aventura do blog, tinha por objectivo ir colando, por aqui, umas histórias
sobre um período das nossas vidas, cada vez mais distante no tempo, mas ainda próximo
das nossas memórias já cansadas e envelhecidas. O blog cresceu à tua sombra e
tornou-se num fabuloso exercício de memória da História da C. Caçadores 3441.
Há muito que deixei de tentar escrever o que quer que fosse. Tu representas a
Memória Viva de todos nós, companheiros dos vinte e poucos anos. O blog é teu!
Considero-me o gajo que fez os estatutos da sociedade e tu o tipo que lhe deu
corpo e alma, tornando-a num hino ao nosso passado e à nossa vivência comum
durante mais de 2 anos.
Obrigado por tudo.
A N´RIQUINHA
MORREU! VIVAM AS MABUBAS!











