Há muito tempo que procuro imagens actuais da Neriquinha recorrendo às facilidades que o Google Earth disponibiliza. Mas em vão. Consegui identificar o local mas a imagem não passava de um borrão que nada deixava ver. Apenas quem, como nós, por ali andou, conseguia reconhecer os sinais no meio do verde que escondia o local. Pelo menos até agora. Finalmente o satélite da Google andou pelas imediações e embora ainda não seja absolutamente nítido, é já possível visualizar as ruínas daquilo que foi a nossa morada por uns longos dezoito meses distribuídos pelos anos de 1971 a 1973.
Vê-se nitidamente que a mata invadiu o local e tudo o que não era construção de cimento e tijolo desapareceu. Mas lá estão, nítidos, os restos do edifício
da FAP, da messe, da casa dos oficiais, do depósito de géneros e transmissões e até da cozinha, sendo ainda visível o chão de cimento do refeitório e os restos da ferrugem. Tudo o mais desapareceu, incluindo o chiado, o depósito da água e naturalmente o kimbo.
da FAP, da messe, da casa dos oficiais, do depósito de géneros e transmissões e até da cozinha, sendo ainda visível o chão de cimento do refeitório e os restos da ferrugem. Tudo o mais desapareceu, incluindo o chiado, o depósito da água e naturalmente o kimbo. Fica provado que a população apenas ali estava pela proximidade da tropa. Na verdade as suas actividades agrícolas e de caça, desenvolviam-se fora dali, nos locais das lavras, para onde parece que se deslocaram quando a tropa abandonou o local.
O Google mostra claramente o kimbo
que se formou junto às margens do Rio Cuando, no local que designávamos por Neriquinha Velha. Na verdade, tratava-se da verdadeira Neriquinha, onde a população mantinha as suas lavras e criava gado.
que se formou junto às margens do Rio Cuando, no local que designávamos por Neriquinha Velha. Na verdade, tratava-se da verdadeira Neriquinha, onde a população mantinha as suas lavras e criava gado. O mais curioso é ver o que se encontra seguindo o curso do Rio Cúbia pela margem esquerda, desde as pontes até Mavinga. Nesse percurso, encontrei pelo menos três kimbos que me lembro não existirem na altura.
Pelos vistos a população voltou aos seus hábitos ancestrais, viver junto do local onde se dedicam às suas actividades de mera subsistência.
Tenho a certeza que são felizes.