domingo, 16 de outubro de 2011

Paisagens mutantes

A paisagem em redor da Neriquinha era muito pouco variada, aliás, como todo o território do Cuando Cubango mais a sul. Um clima semidesértico de savana pura tem muito pouco para oferecer para além das mudanças de cor e textura que se sucediam à passagem das estações.
Quando o Nord Atlas ali nos deixou no longínquo mês de Novembro de 1971, as chuvas já se tinham instalado provocando o desabrochar do capim que pintara de verde toda a paisagem.
Com o passar dos meses, o capim foi amarelecendo,ganhando aquela cor-palha característica, até ficar totalmente ressequido.
Chegara o tempo das grandes queimadas,
Tudo ficava despedido, matizado de negro e desolado
Até que chegavam de novo as chuvas, intensas, diluvianas
No Rivungo, parte do Kimbo ficava alagado, intransitável, enquanto a paisagem voltava a ganhar o seu tom verde intenso voltando tudo ao princípio num ciclo renovador

3 comentários:

Anónimo disse...

Nos quarenta anos da data de embarque para Angola, aqui vai um abraço para todos os camaradas e, especialmente, para o E. F. T. Cardoso, que vai mantendo vivas estas memórias.
23-10.2011,
Óscar Morais

Egidio Cardoso disse...

Ainda bem que há quem retenha estas datas. Sabia que era por estas alturas, mas estava convencido que era mais perto do fim de Outubro ou princípio de Novembro.
Quarenta anos é muito tempo.
Um abraço Morais e obrigado por lembrares a data.

Rufino Fino Filho disse...

Já tinha dado conta, pelo ranger das costelas. 40 anos? Quem diria? Que velocidade!